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09/06/2010
Metalfrio investe em refrigeração que reduz consumo de energia

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Metalfrio investe em refrigeração que reduz consumo de energia

Metalfrio investe em refrigeração que reduz consumo de energia 


Os novos equipamentos apresentam controle eletrônico por sensores que identificam horários de funcionamento do ponto de venda e acionam o modo stand by quando não há movimento

Atendendo uma demanda de seus clientes, sobretudo dos segmentos de alimentos e bebidas, a Metalfrio, uma das maiores fabricantes de refrigeradores comerciais do mundo, investiu em tecnologia de redução de consumo de energia e consequentemente de emissões de gases do efeito estufa.

O resultado é o lançamento, esta semana, na Feira Internacional de Produtos e Serviços para a Alimentação Fora do Lar (Fispal), em São Paulo, da nova linha Metalfrio Next, considerada 60% mais eficiente. "Começando pelo Brasil, esperamos substituir 20% de nossos equipamentos por essa nova linha até 2011", prevê Luiz Eduardo Moreira Caio, presidente da empresa, que faturou R$ 643 milhões, no ano passado. Ele espera expandir os novos refrigeradores para as outras plantas industriais da empresa, estabelecidas na Rússia, Turquia e México, de modo que, por volta de 2020, todos os produtos da Metalfrio estejam seguindo a tendênciamais sustentável. "Queremos conscientizar as pessoas sobre a importância dos produtos sustentáveis, que já fazemparte da compra rotineira dos consumidores estrangeiros", diz Caio.

No caso brasileiro, ele prevê que ainda falta muito mercado a ser explorado. Para ganhar as empresas que estão com negócios em expansão, a proposta é vender mais com menos impacto no índice de consumo de energia. Substituição do parque Pelos cálculos da Metalfrio, a substituição do parque atual de 4,5 milhões de geladeiras por equipamentos de alta eficiência seria responsável por uma redução de 48,2% do consumo e de 74,4% das emissões de dióxido de carbono (CO2), ou seja, uma economia de 3,9 TWh (terawatts/ hora) por ano e redução de 2,6 milhões de toneladas da emissão de C02.

Isso é possível porque os novos equipamentos apresentam controle eletrônico por sensores que identificam horários de funcionamento do ponto de venda e acionam o modo stand by quando não há movimento, além de desligar as luzes internas. Acrescentese que os motores possuem vida útil até seis vezes maior do que os convencionais e economizam 23% em energia. Para dar uma ideia da importância da substituição dos equipamentos de refrigeração em termos de eficiência energética, vale dizer que o consumo por brasileiro está emtorno de 1.200 kwh/ano (100 kwh/mês). "Portanto, com a energia economizada coma linha Next daria para suprir o consumo anual de 3,2 milhões de pessoas", calcula o presidente da Metalfrio.

Seguindo a tendência, os novos equipamentos apresentam melhoria no sistema de iluminação e refrigeração ao utlizarem as lâmpadas LED, que consomem 13% menos energia do que as lâmpadas comuns e têm mais durabilidade. Caio acrescenta que o investimento em inovação trouxe outros benefícios que vão além do lado ambiental. "A nova linha diminui as despesas operacionais e de manutenção do ponto de venda, devido à maior vida útil para peças e componentes, enquanto todo o sistema é trocado em menos de dez minutos", afirma. Efeito estufa Nos últimos dez anos, o setor de refrigeração e ar condicionado vive uma grande movimento de pesquisa e inovação visando à diminuição dos impactos ambientais dos equipamentos e nos processos de fabricação e procedimentos de manutenção.

Esse movimento levou à substituição dos gases que afetam a camada de ozônio nos fluidos refrigerantes, de acordo como que foi estabelecido no Protocolo de Montreal. Os gases CFCs (clorofluorcarbonos) foram eliminados, mas as empresas tiveram de substituí-los pelos HCFCs, refrigerantes hidrocarbonos que, apesar de menos danosos, contribuem para o efeito estufa e, portanto, o aquecimento global. Vários gases refrigerantes alternativos foram avaliados, visando a troca dos HCFCs. Nesse sentido, a linha Next utiliza duas alternativas que reduzem as emissões diretas dos gases de efeito estufa ematé 99,8%."Em dez anos, não haverá um produto comercial sem esse sistema", afirma Caio.

Fonte: Brasil Econômico - 07/06/2010

 



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